Filme leve e divertido pode ser a confirmação da ressurreição do Universo Estendido da DC no Cinema

Semana passada chegou Shazam! aos cinemas, como um filme vendido muito mais como um filme de comédia sem responsabilidade alguma, mas que porém, poderia fazer parte de um seleto grupo de filmes do Universo da DC no cinemas e consolidar a boa fase.

Foi o teste de fogo para a Warner, que havia produzido 3 filmes bem abaixo do esperado (Batman vs Superman, Esquadrão Suicida e Liga da Justiça) e 2 filmes muito bons (Mulher-Maravilha e Aquaman). Shazam poderia confirmar a redenção da produtora ou então, manchar ainda mais o Universo da DC. O filme por sua vez não decepciona, entrega tudo o que promete e entrega mais: uma boa história.

O filme é o introdutório do herói nas telonas, e cumpre muito bem o seu propósito de apresentar o protagonista com a dose de humor necessária – afinal, apesar de todos os poderes recebidos, ele é ainda apenas um adolescente de 15 anos! -. O herói, que não é tão conhecido pelo público, teve uma adaptação bastante coerente e interessante da sua origem para as telonas. O filme consegue passar para o público todo o drama familiar de Billy Batson e isso se deve muito ao carisma e ótima performance de Asher Angel.

No entanto, se Asher Angel manda bem como Billy Batson, é Zachary Levi que rouba a cena no filme como Shazam. O ator que até então não havia tido muito destaque em produções anteriores (Chuck, Thor: Ragnarok, Psych, etc) vê a sua estrela brilhar nesse filme. Existem atores que parecem ter entrado no cinema para viver determinados personagens e Zachary Levi sem dúvidas precisava interpretar Shazam. É muito interessante ver como a atuação do ator veterano em partes se assemelha à de Asher Angel, e isso se deu devido à grande intimidade entre os atores, pois dois atores interpretarem o mesmo personagem não é uma tarefa nada fácil.

A cumplicidade entre os atores do elenco juvenil e principalmente entre Asher Angel e Jack Dylan Grazer – Freddy Freeman no filme – foi sensacional e consequentemente seus personagens conseguiram passar essa amizade ao público. O grande vilão do filme, o Dr. Silvana (Mark Strong) também foi um dos pontos altos do filme, pois além de mostrar o potencial poder de um dos vilões mais clássicos do herói, apresentou sua origem e os efeitos colaterais causados no personagem pela sua família tóxica.

Apesar de um filme voltado ao público infantil, Shazam leva ao público ideias já mostradas antes por outros filmes como: seu lar e sua família não são necessariamente seus parentes biológicos, mas as pessoas que estão a sua volta e que te amam, passando mais uma vez, uma bela mensagem à todos aqueles que são órfãos.

Em relação aos aspectos técnicos, Shazam consegue se sobressair em relação a alguns filmes do Universo da DC no cinema (como Aquaman), principalmente em relação à parte de efeitos visuais e até mesmo na fotografia.

O filme certamente fará parte do seleto grupo que citei no início dessa crítica e é um filme que vale a pena ser assistido!

Nota: 8.0/10

Compartilha, vai