No próximo domingo, Alfonso Cuarón pode mais uma vez escrever seu nome história ao receber o Oscar de Melhor Diretor por “Roma” e manter o México por mais um ano no mais renomado prêmio aos diretores. Em 2014, o diretor recebeu tal premiação por “Gravidade” (filme protagonizado por Sandra Bullock e George Clooney).

Na ocasião, Cuarón foi o primeiro diretor mexicano a receber tal premiação, desbancando o diretor Steve McQueen (“12 anos de escravidão”). No entanto, desde a cerimônia de 2014 até a do ano passado, o que se pôde observar foi um domínio mexicano em relação à tal estatueta desejada. Alejandro Iñárritu levou para casa a estatueta em duas oportunidades (2015 por “Birdman” e em 2016 por “O Regresso”) e Guillermo Del Toro conquistou a estatueta no ano passado, com o aclamado “A Forma da Água”.

O atual trio de diretores definitivamente colocou o México no radar do mundo cinematográfico com tais produções e fez com que Hollywood abrisse seus olhos a tais diretores, principalmente, devido à realização de grandes produções com um orçamento tão modesto.

“Roma” teve um orçamento de US$ 15 milhões, enquanto que, “Pantera Negra”, outro postulante a estatueta teve um orçamento de aproximadamente US$ 200 milhões, mais de 10 vezes maior que o do filme de Cuarón. Sendo assim, fica a grande questão: como realizar uma obra prima com tão pouco?

Com um enredo muito bem construído e envolvente, uma direção de fotografia primorosa e com fortes referências ao neorrealismo italiano, não será nenhuma surpresa se “Roma” levar a estatueta de Melhor Filme e Cuarón levar mais uma vez a estatueta máxima nesse domingo (24).

Vale ressaltar que a produção recentemente tem vencido em categorias importantes em premiações como o BAFTA e o Critics Choice Award (melhor filme, melhor filme em língua estrangeira e melhor diretor), desbancando fortes concorrentes como “A Favorita” e “Pantera Negra”, o que torna a produção de Cuarón ainda mais favorita a receber as premiações da Academia.

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